domingo, 24 de janeiro de 2010

O que é o amor?


...O que é amor pra você?






- Em 1987 meu pai tinha um carro azul


Aí vcs me perguntam, mas o que diabo isso tem a ver com amor?

Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir.
...acho que isso é amor

Inocência


Sou menina quando quero escrever poesia.
Sou menina quando observo os beija-flores que bailam de manhãzinha na minha ensolarada janela.
Sou menina quando me emociono com as rodas gigantes e carrosséis, que ainda existem. Sou menina, ainda menina, quando toco violão.
Sou menina, e serei o sempre, como quando naquelas horas em que esquecemos de chorar, fingi-se que a alegria ainda existe.

A menina às vezes vem me socorrer.

Como quando agora, no hoje tão incerto, quando as esperanças parecem nuvens sem por quê.

Sou mulher.
Sou mulher quando uma lua desatinada, incoerente, e fora de hora, vem me lembrar que a ternura existe dentro de mim sem poder existir.
Sou mulher quando a minha alma quer abraçar ainda a poeira de estrelas deixada pela poesia que se evaporou feito água derramada.
Sou mulher quando memórias e lembranças insistem em me trazer na garganta nós.
Sou mulher quando, no tempo da delicadeza, e num futuro do pretérito utópico, eu seria sua, sempre sua, sublime e intensamente.

Quando os sonhos me sufocam, volto a ser menina. Quando me afogo diante os nós, volto a ser menina. Quando os olhos são mares revoltos, tudo se faz poesia, tudo se faz maestria, tudo se faz sublimidade, como se a dor não existisse...

A menina que me socorre existe eternamente dentro de mim e ainda não me permitiu desistir.
Sublimamente é necessário voltar a ser menina, e sentir o âmbito mais profundo na delicadeza, da ternura e da poesia, pelo menos enquanto a lágrima se evapora...
Enquanto o quando não se quantifica em horas reais, sublimar a essência da alma e não ter mais o dom da lágrima, é um artifício válido para não se perder.

O único problema disso tudo, é que nunca em momento algum eu me lembrei de ser mulher!
Infelizmente a partir de hoje tenho motivos para lembrar, amargos motivos...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ah se fosse ilusão


Procuro por mim, dentro da caixa dos sonhos, escondida no sótão por de trás de um espelho... o espelho mostra-me uma imagem triste, uma pessoa cansada, uma menina que perdeu os sonhos. Não me sinto bem, isso é certo. Estou com problemas solúveis, mas o fato de eles surgirem deixou-me deprimida, a juntar a isso a atitudes filha da puta que tomei... bem se calhar sou mais uma menina que precisa de mimos...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cia


Ontem foi mais um dia desatinos, pensamentos desalinhados, sentimentos perdidos, sonhos mal sonhados... Ontem foi mais um dia de amores mal amados. Hoje... Hoje, hoje, hoje! Hoje só queria ser feliz

domingo, 3 de janeiro de 2010

Retirando tudo


Amanhã vai chover, limpar as ruas desta cidade melancólica, amanhã as janelas estarão fechadas, e não se houvirão os sorrisos dos putos que jogam à bola. Amanhã as mulheres não sairão de casa. Porque amanhã vai chover.
Assim vai se passando mais um dia das minhas férias. Caralho e cada vez mais perto do meu impasse!
Será que não vê que estou desarmada?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Início de janeiro


A menina hoje não veio brincar.
O pátio vestiu-se de um cinzento carregado,
pairava no ar o amargo sabor da melancolia.
Hoje, faltou o brilho dos grandes olhos da menina, ficando o pátio escuro e frio.
Faltou o canto dos pássaros, faltou a musica... faltou o amor.
Hoje a menina morreu